quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Comentário e dúvidas do leitor sobre Egberto Gismonti



comentário do leitor Ricardo Dias Almeida:
Essa semana foi reprisado o programa do Egberto. Achei muito bom e
muito profundo: as histórias, os depoimentos, as exibições musicais.
Memorável.
Tem um trecho do programa no site da Cultura:
http://www.tvcultura.com.br/musical

Infelizmente, eles tiram o link depois de um tempo, mas ainda dá para
baixar o arquivo FLV depois:
http://www.tvcultura.com.br/cms/midia/video/default/20100223_Sr_1267031689.flv

Se alguém tiver tempo pra baixar e colocar no youtube, seria legal.
Aliás, alguém faz idéia de como é afinado aquele violão de 14 cordas?

Postagem sobre Gismonti e os comentários no blog






Bom, quando criei esse blog , foi para fazer um exercício de compartilhar com as pessoas interessadas minhas impressões sobre a arte que é o que está em minha vida de forma mais intensa, não foi nunca pra ser um recorde de acessos ou de seguidores , e aos poucos tenho divulgado pra que ele tenha seus acesso e os textos que a gente coloca aqui sejam lidos por pessoas afins.

A algum tempo atrás fiz um posto sobre Egberto Gismonti em Novembro, e até hoje tem gente comentando no blog essa postagem, hoje um leitor colocou um post que quero reproduzir aqui porque além de ser uma dica interessante sobre o Gismonti tem uma dúvida sobre a afinação do violão de Egberto.

segue ai acima o comentário de Ricardo Dias Almeida

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Psico Say Cannigia e Rodrigo Garcia -Encontros vida afora















A banda Psico Say Cannigia está em Pelotas , já fizeram apresentação na Casa Joquim no sábado passado, a banda que é formada pelos irmão Thiago e Leandro Dávila que nascidos em Pelotas, moram em Niterói e Campinas respectivamente e também pelo baterista Robledo Gil , que mora aqui em nossa cidade, a banda apesar de se encontrar pouco tem uma química perfeita no palco , e dessa vez o fato de estarem gravando algumas músicas em casa num home estúdio intensificou o contato pelos ensaios e foco nas músicas novas que a banda traz em sua bagagem , eles fazem show HOJE no João Gilberto Bar e Champanharia em torno de 23 hs, ano passado eu produzi um show deles por lá que foi fantástico , um dos melhores momentos de 2010 pra mim , tanto pelo reencontro com esses velhos amigos , tanto pelo poder desssa banda no palco.

Dessa vez a banda trouxe em sua garupa o violonista e arranjador Rodrigo Garcia , que trabalhou com Cássia Eller , gravando três discos com a cantora e também trouxe da Paraíba para o Rio de Janeiro a cantora e compositora Cátia de França que vivia no ostracismo por lá , e é ai que nossas vidas começam a se encontrar.

Tenho comigo que a melhor coisa da minha profissão é conhecer muita gente , artistas que eu admirava desde sempre e que eu encontro na estrada e acabamos trabalhando de igual pra igual o que é muito reconfortante , no caso do Rodrigo , meu primeiro elo com ele foi quando Thiago e Leandro foram pra serra do Rio de Janeiro em São Pedro da Serra,sempre que nos falávamos eles comentavam do violonista que tinha abrido pra Bob Dylan e pros Stones junto a Cássia Eller e da parceria que tava rolando, Em seguida fiz contato com Cátia de França que mora na serra do Rio também para vir participar da Feira do Livro de Pelotas , S. Lourenço e Porto Alegre , através de um projeto sobre os 50 anos de "Grande Sertão Veredas" que desenvolvi, chegando aqui Cátia me contou de Rodrigo , de sua atitude em lhe buscar na Paraiba, fazer show com ela e produzir o disco ainda inédito "Hóspede da Natureza", meu carinho por Rodrigo só aumentava , mesmo sem o conhecer pessoalmente, pois pra quem não conhece Cátia de França uma das grandes compositoras brasileiras que nos anos 70 teve a produção de Zé Ramalho e lançou discos excelentes e que depois mergulhou num ostracismo geral , Rodrigo e seu grupo o Nó Cego admiram muito o trabalho de Cátia e foram trazer Cátia para cena novamente .

Ontem nos conhecemos finalmente na casa do amigo Gil Fernandes , em uma noite regada a peixes, cervejas , violas de 10 cordas , histórias sobre Cássia Eller, Cátia de França e sobre a divina música que une as pessoas e torna o mundo mais agradável a sensação que fica quando se encontra alguém como o Rodrigo é daquela frase do Vinicius de Moraes, "Amigos a gente não faz , a gente reconhece" , falamos o mesmo idioma o da música , mesmo sem eu tocar uma nota , fico feliz de ver músico de tamanha estrada que já pisou o mesmo palco que Dylan e Rolling Stones estar convivendo com o pessoal da Psico que eu considero a mais criativa banda de rock aqui da cidade, apesar dos guris cumprirem a velha história de ter de sairem da nossa cidade que oferece poucas possibilidades pra se viver de arte e irem "correr trecho "em outras plagas , mas que acaba sendo positivo pois encontram gente boa de graça como o Rodrigo Garcia.

Imperdivel o show hoje no João Gilberto Bar e Champanharia, as violas afiadas de Rodrigo Garcia junto ao rock psicodélico e singular da Psico Say Cannigia












sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Morre Ariel Ramirez compositor de Missa Crioula



Após a morte de Mercedes Sosa no final do ano de 2009, o folclore e a música latino americana perdem outro expoente, o compositor Ariel Ramirez falece com 88 anos de idade.

Conhecido por seu clássico "Misa Criolla", gravado inclusive pelo brasileiro Milton Nascimento, Ariel compôs muitas canções significativas para o cancioneiro latino americano como "Alfonsina e El Mar" entre outras canções gravadas por nomes como Mercedes Sosa, Liliana Herrero, Plácido Domingo e outros nomes mundiais da música.
Ariel morreu por quadro de pneumonia agravado por complicações renais, nascido em 4 de Setembro de 1921 em Santa Fé, no centro da Argentina.

JOHNNY WINTER VEM PELA PRIMEIRA VEZ AO BRASIL



Aos 60 anos, o blueseiro texano Johnny Winter vem pela primeira vez ao Brasil, Johhny é um dos grandes nomes do blues rock , sendo figura definitiva para a popularização do legado dos negros para a juventude .

Já confirmados shows no Rio de Janeiro dia 19/06 e em Porto Alegre dia 23/06, no Teatro do Sesi .

O albino Johnny Winter que resgatou nomes como o lendário Muddy Watters em meio aos anos 60 gravando e apresentando-se com o mesmo, lembrando que os blueseiros negros eram marginalizados e figuras como Johnny tiveram um papel fundamental na recuperação da música desses geniais blueseiros, não foi tão popular como Eric Clapton por exemplo, mas é um dos guitarristas mais cultuados pelos guitarristas , e era considerado o branco mais respeitado em meio a negra cena blues.


Oportunidade única , Johnny vem lançar seu mais novo trabalho , após 08 anos, "I'm a bluesman", após sofrer um acidente em 2000 que o deixou fora de cena por um tempo, aliás Johnny Winter é um sobrevivente da Heroina cultuada nos anos 60 e 70, incendiário guitarrista com uma voz rasgante.
A primeira vez que o ouvi foi num disco do de Muddy Watters "Hard Again" onde Johnny como side man do lendário bluesman dá um show!!!


Claro que com a idade Johhny deve estar BEM mais contido mas eu adoraria ver esse genial músico pelo menos uma vez, quem sabe!!!!!!

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Na Barra de Vídeos : Oregon




Na Barra de Vídeos, pra acompanhar a Sessão Sons e Outros Baratos , vamos tentar na medida do possivel postar vídeos relativos aos posts

SONS E OUTROS BARATOS #2









De volta a Sessão Sons e Outros Baratos, dessa vez com o disco "Out of the Woods" do grupo Canadense Oregon, grupo formado nos anos 60 e que se mantém até os dias de hoje embora com algumas alterações em sua formação.


O Oregon resume em sua sonoridade o que se convencionou chamar de Wold Music, no caso da banda canadense , a fusão de sons orientais (tablas, citar ), instrumentos africanos (djembê, kalimba entre outros), instrumentos do jazz e experiências com orquestras e música clássica, com músicos fantástiscos em sua formação como Ralph Towner (violões, teclados,piano) Paul Mcandless (Oboé, English Horn, Clarinete) , Glen Moore (Baixo) e Collin Walcott (Tablas,Percussão em geral, Sitar) , o Oregon consegue uma síntese sonora muito peculiar com essa instrumentação pouco usual,basicamente acústica .

Não sei dizer se o disco "Out of the Woods" de 1978 é o meu preferido do grupo, talvez não , pois gosto de quase tudo desse grupo, só tendo algumas reticências aos trabalhos mais atuais onde Ralph Towner muitas vezes abre mão de seu precioso toque no violão para abusar dos teclados, porém nesse trabalho está a essência do Oregon com a musicalidade oriental sobressaindo e fluindo juntamente ao violão de Ralph . Essa fusão da música oriental com a ocidental é uma preciosidade muito praticada nos anos 60 , porém desde anos mais remotos John Coltrane já exercitava essa prática estudando com o indiano Ravi Shankar , bem antes do Beatle George Harrison que popularizou Shankar aqui pelo ocidente ,o grupo Oregon , me parece ,é fruto desses experimentos de Coltrane com a liberdade que Miles Davis apontou a partir da revolução do jazz fusion .

Nesse disco desfrutamos de paisagens sonoras muito raras , logo na abertura a leve percussão dá o tom para a grande viagem do contrabaixo e dos sopros com passagens oníricas do piano na faixa "Yellow Bell", a sonoridade nada peculiar do grupo continua nas faixas seguintes e encontramos logo em seguida dessa jornada musical faixas de 1min e 03 segundos de alta musicalidade que servem como vinheta para as faixas seguintes, na faixa "Reprise", o piano de Ralph Towner esbanja musicalidade para logo em seguida a faixa "Cane Fields" abrir soando tablas , contrabaixo acústico , sopros e violão numa musicalidade comovente .

A faixa seguinte "Dance to the Morning Star " uma empolgante Kalimba vai conduzindo o ouvinte numa viagem exótica até encontrar o violão e o baixo junto a uma percussão marcada para lembrarmos que estamos ouvindo um grupo ocidental sem igual, para em seguida nos remeter a próxima faixa "Visions of Dancer" com uma cítara duetando com um clarinete até a próxima "vinheta de 1:03" "Story Telling" com tablas breves que trazem um clássico do grupo a música "waterwheell" que acompanha o grupo em shows até hoje, uma espécie de cartão de visitas do grupo , presente em todas gravações ao vivo .


"Wichi -Tai- To" encerra o disco , deixando aquela reticência que a boa música deixa dentro do ouvinte , com tablas, cítaras, sopros e violões , um gosto de quero mais desse fantástico grupo.
O Oregon sempre me soou como um arejado sopro de vida nova na música instrumental do mundo.